Existem diferentes rotas para essa transformação, e a Rumo, maior operadora ferroviária do país, aposta na força da ferrovia como uma solução estratégica.
A alta capacidade de carga e as menores emissões por tonelada transportada tornam esse modal uma das opções mais sustentáveis da cadeia logística.
Neste artigo, você vai entender o que caracteriza o transporte sustentável, conhecer outras alternativas além da escolha do modal mais eficiente e descobrir quais inovações tecnológicas podem resultar em uma mobilidade verde.
O transporte sustentável é um modelo de mobilidade que prioriza a redução de impactos ambientais, em especial, as emissões de carbono.
Esse conceito envolve todos os modelos logísticos capazes de atender às necessidades da sociedade sem comprometer os recursos das próximas gerações.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), transporte sustentável é aquele que promove o desenvolvimento econômico e social com segurança, acessibilidade e eficiência – e que, ao mesmo tempo, reduz impactos ambientais.
Essa definição reforça que não basta apenas mudar o combustível ou eletrificar veículos. É preciso pensar em sistemas inteligentes, integração entre modais, educação para a mobilidade e investimento na infraestrutura necessária.
Entre as principais características desse modelo de transporte, estão:
O transporte sustentável não se limita aos meios individuais. Ele abrange toda a cadeia de movimentação de pessoas e cargas, incluindo transporte público e soluções logísticas que aumentam a eficiência.
A transição para um transporte mais sustentável passa pela inovação. Nos últimos anos, vimos diferentes tecnologias sendo aplicadas para tornar o deslocamento mais limpo e eficiente, em alinhamento aos acordos climáticos globais.
Do uso de novas matrizes energéticas à automação da mobilidade, o setor vive uma revolução silenciosa.
Essas inovações representam oportunidades concretas de reduzir emissões e transformar a mobilidade urbana e interurbana.
As vendas de carros elétricos e híbridos tiveram alta de quase 90% em 2024, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Os carros elétricos são o que há de mais moderno no mercado automotivo, contudo, ainda representam cerca de 10% da frota total.
O carro elétrico funciona por meio de energia armazenada em baterias, que geralmente são feitas de íons de lítio. Nesses casos, o único combustível para fazer o carro rodar é a eletricidade.
No caso dos híbridos, os modelos contam com dois tipos distintos de motor, um elétrico e outro a combustão, como nos carros convencionais. São um passo intermediário para reduzir o consumo e emissões de poluentes.
O impacto positivo desses veículos depende da matriz energética do país. No Brasil, onde a energia elétrica é majoritariamente renovável, os veículos elétricos representam uma solução especialmente vantajosa para o meio ambiente. No entanto, o país ainda não tem postos de abastecimento suficientes para suportar o crescimento da frota.
O uso de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel, é uma das alternativas mais consolidadas para reduzir a pegada de carbono no transporte.
Produzidos a partir de fontes renováveis, como cana-de-açúcar ou soja, eles emitem menos gases do efeito estufa. Além disso, soluções de segunda geração, como o etanol celulósico, e combustíveis sintéticos derivados de resíduos estão ampliando o alcance de fontes limpas.
O Brasil, com sua expertise em biocombustíveis, tem posição estratégica para liderar essa frente no cenário global.
Não é só o tipo de combustível que importa. Diversas tecnologias estão sendo aplicadas diretamente nos veículos para reduzir as emissões e otimizar o desempenho.
No transporte ferroviário, a renovação de locomotivas e o uso de softwares de otimização de rotas – como o Trip Optimizer – contribuem para ganhos significativos em eficiência energética.
Além disso, ferramentas de monitoramento em tempo real permitem uma gestão mais precisa das emissões, facilitando o cumprimento de metas ambientais, divulgados nos relatórios de sustentabilidade a cada ano.
Investir em transporte sustentável é uma estratégia com reflexos diretos na economia e na qualidade de vida nas cidades.
Ao substituir práticas poluentes por alternativas mais verdes, criamos um ciclo virtuoso que conecta desenvolvimento e bem-estar social.
O setor de transportes tem sua responsabilidade nas emissões de gases do efeito estufa. A boa notícia é que também apresenta alto potencial de transformação.
Adotar alternativas sustentáveis, como a opção pelas ferrovias ou pelos modais elétricos, contribui diretamente para a redução de CO2 e outros poluentes atmosféricos.
Em relação ao transporte de cargas para exportação, a Rumo torna o percurso até o Porto de Santos mais sustentável. Isso porque a maior porcentagem dessa carga é transportada pelas rodovias. Com o andamento das obras da Ferrovia de Mato Grosso, esse movimento vai trazer uma significativa redução nas emissões de gases rumo ao principal complexo portuário da América Latina, já que o modal ferroviário representa 7,9 vezes menos emissões do que o rodoviário.
Uma das bases do transporte sustentável é a menor dependência de recursos naturais não-renováveis. Isso significa consumir menos petróleo, menos água e menos matérias-primas em geral.
Enquanto o transporte rodoviário exige pavimentação constante e alto consumo de pneus, óleos e peças de reposição, o ferroviário oferece maior durabilidade com menor desgaste.
Na prática, optar por soluções mais eficientes, duráveis e de menor impacto direto significa também preservar a biodiversidade, evitar a contaminação de solos e rios; e usar melhor o que é extraído da natureza.
A qualidade do ar é uma preocupação em diversos países no mundo. Uma atitude recomendada para mudar a qualidade do ar é retirar veículos movidos a combustão das estradas. O transporte sustentável contribui para um ar mais limpo, promovendo mais qualidade de vida para a população.
É só com aplicações práticas que podemos medir a taxa de sucesso do transporte sustentável.
Essas aplicações se refletem em investimentos nas frotas, otimização de rotas e adoção de novas fontes de energia. Cada ajuste contribui para reduzir a pegada de carbono, mas é preciso garantir retorno econômico para se manter viável.
A gestão de frotas sustentáveis envolve ações como controle da velocidade, manutenção preventiva, uso de combustíveis renováveis e treinamento de condutores para sistemas tecnológicos.
A logística reversa é um elo fundamental para tornar o transporte verdadeiramente sustentável. Ela garante que resíduos, peças e produtos, ao final da vida útil, retornem à cadeia de forma responsável, seja para reuso, reciclagem ou descarte adequado.
Um exemplo atual é o debate sobre o destino das baterias dos veículos elétricos. Grandes montadoras e operadores logísticos procuram soluções para reaproveitar esses componentes em sistemas de armazenamento ou reciclagem com menor impacto ambiental.
Ser sustentável considera todo o ciclo da operação, por isso, evitar o descarte incorreto é responsabilidade de quem conduz as operações de transporte.
Iniciativas como corredores exclusivos, ônibus elétricos, ampliação do transporte de alta capacidade (como trens e metrôs), integração entre modais e subsídios para bilhetes acessíveis são exemplos de práticas sustentáveis em logística aplicadas ao transporte urbano.
Quando o transporte coletivo é atrativo, reduz-se a necessidade do transporte individual, aliviando o trânsito e o impacto ambiental.
Apesar dos avanços, podemos considerar que grande parte do mundo está em fase de transição para modelos sustentáveis de transporte e com obstáculos significativos.
A adoção de novas tecnologias e veículos mais eficientes requer altos investimentos iniciais. O retorno, muitas vezes, vem no longo prazo, o que pode desestimular empresas com baixa margem de lucro.
Políticas públicas de incentivo e linhas de crédito verdes são fundamentais para viabilizar essa transformação.
Sem um eletroposto, de nada adianta um veículo elétrico. A falta de infraestrutura de apoio pode ser o grande desafio para o uso de transportes sustentáveis.
É preciso planejamento urbano de longo prazo e cooperação entre os poderes para gerar a infraestrutura necessária.
O transporte sustentável caminha para se tornar o novo padrão da mobilidade global. A digitalização, a inteligência artificial e o planejamento urbano inteligente terão papel decisivo nesse processo.
Entre as tendências emergentes da mobilidade sustentável, estão os veículos autônomos, o uso de combustíveis sintéticos, o hidrogênio verde e o crescimento da micromobilidade elétrica.
Todas essas inovações buscam aliar conveniência à redução dos impactos ambientais.
A integração da Inteligência Artificial (IA) com a Internet das Coisas (IoT) permite a coleta e análise de dados em tempo real, calculando as melhores rotas e reduzindo desperdícios.
Essas tecnologias já vêm sendo aplicadas em grandes operadores logísticos, como a Rumo, com resultados expressivos em eficiência energética.
A mobilidade do futuro dependerá de cidades bem planejadas, com infraestrutura que favoreça o transporte coletivo, ciclovias, calçadas seguras e integração entre os diferentes modais.
A ferrovia é um vetor de desenvolvimento da mobilidade e da logística urbana e interurbana.
O transporte sustentável já é realidade em muitas partes do mundo. Os resultados mostram que é possível aliar responsabilidade ambiental e eficiência logística.
Na Noruega, por exemplo, 88,9% dos carros vendidos atualmente são elétricos, e a meta do país é chegar a uma frota inteiramente elétrica em breve. O país oferece incentivos fiscais, infraestrutura de carregamento em larga escala e investe em campanhas de conscientização, consolidando-se como um dos líderes globais na mobilidade elétrica.
A Alemanha, que também aparece bem colocada nos rankings de eletrificação, tem testado com sucesso trens movidos a hidrogênio como alternativa às linhas ferroviárias não eletrificadas.
No setor privado, empresas como BYD e Volvo vêm liderando a produção de veículos elétricos e autônomos. O BYD Dolphin Mini é o elétrico mais vendido no Brasil.
No setor de transportes de carga, a Rumo conta com uma vasta malha ferroviária, de 13,5 mil km, para um consumo energético mais eficiente, quando comparado ao transporte rodoviário.
Exemplos como esses mostram que não existem soluções únicas, mas um leque de possibilidades que, quando bem integradas em cidades mais inteligentes, deixam o caminho à nossa frente mais verde.
Ao longo deste conteúdo, vimos que a transformação para um transporte mais sustentável passa pelo investimento em novas tecnologias, novas formas de gestão, nova mentalidade de líderes mundiais, políticas públicas e até mesmo escolhas individuais.
Cada um pode fazer a sua parte por uma mobilidade mais sustentável.
Na Rumo, miramos longe com sustentabilidade. Ao investir em múltiplas soluções, queremos seguir o nosso movimento da maneira mais eficiente e fazendo o Brasil evoluir.